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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Sugestões de leitura.

1-    
  D’Alessio, Marcia Mansor . Reflexões sobre o saber histórico – UNESP, 1997.
Este texto versa sobre as transformações ocorridas no campo da história e inquietações metodológicas.
Pierre Vilar – História e representação.
Michel Vovelle - |História e representação
História e Cultura - a Dimensão psicológica da história – mentalidades.
2-    
JULIA, Dominique. Passados Recompostos. Rio de Janeiro, UFRJ, 2000
Capítulo O testemunho – O historiador e o acontecimento.
3-      PALLARES-BURKE, Maria Lúcia Garcia . As muitas faces da história : nove entrevistas. UNESP, 2000.
Este texto apresenta Carlo Ginzburg, Quentin Skinner- O homem simbólico, imaginário e não Faber ou econômicos. O papel dos indivíduos e de pequenos grupos com suas representações, consciências, crenças e valores.
Múltiplas interpretações simbólicas repletas de significados – signos e sinais. Sinais sociais.
4-      LE GOFF, Jacques. Uma vida para a história: conversações com Marc Heurgon. UNESP, 2001
Este texto versa sobre cinema e diálogos ntre a história com outras ciências – interdisciplinaridade – etnologia e antropologia. 
5-      AGULHON Maurice, CHAUNU, Pierre, DUBY, Georges, GIRARDET, Raoul, PERROT, Michelle, LE GOFF, Jacques, REMOND, René, NORA, Pierre. (orgs). Ensaios de Ego-hitória.  Rio de Janeiro, Edições 70, 2003.
Este texto Travbalha a ideia de memória construída pelo historiador, lembranças das trajetórias de cada um como ponto de partida.  Fragilidades do testemunho, armadilhas da memória. Descontinuidades – gerações – geografia e espaço- até que ponto o espaço influi nos acontecimentos – as localidades – RURAL X URBANO.  As experiências.
Também por uma história do político e história do imediato.
6-      LE GOFF, Jacques. A História Nova. São Paulo, Martins Fontes, 2001.
Capitulo - LACOUTURE, Jean. A história Imediata.
Este texto versa sobre escrever a história no furor do acontecimento – próxima ao jornalismo – autor próximo ao objeto estudado. Metodologia da História Oral. Utilização dos meios de comunicação de massas. Os arquivos são vivos.  Documentos – cores, odores, gestos, olhares, vozes, imprensa, rádio, tV, internet, etc..... Questão -  Impossibilidade de saber o resultado.
7-      HOBSBAWM. Eric. Sobre a História: ensaios, São Paulo, Companhia das Letras, 2003
O presente como história – múltiplas temporalidades – o geracional- conceito de geração.
8-       CHAUVEAU, A., TÉTARD, Ph. Questão para a história do presente. São Paulo, 2004.
História do presente e história do imediato.  Fenômenos das mentalidades e de sensibilidade.  As fontes do presente.
9-      SARLO Beatriz. Paisagens Imaginárias: intelectuais, arte e meios de comunicação.
A história contra o esquecimento. O partidarismo na arte. O lugar do discurso.
10-   BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Obras escolhidas Vol 1.  São Paulo. Editora Brasiliense, 2006.
A cultura do dominador , a cultura dos vencidos, o passado como imagem, a hierarquia dos documentos, a história fechada, as culturas da voz- do sentimento, da oralidade.



domingo, 5 de março de 2017

XV Encontro do Dia Internacional da Mulher: EMPODERADAS. Mackenzie - Rua da Consolação 930

O Centro de Comunicação e Letras da Universidade Presbiteriana do Mackenzie (CCL), O Programa de Pós Graduação em Educação, Arte e História da Cultura e o GERE - Núcleo de Estudos sobre Gênero, Raça e Etnia
Convidam para XV Encontro do Dia Internacional da Mulher: EMPODERADAS.
No dia 07/03/2017 - Auditório João Calvino (o dia todo) - Rua da Consolação 930
No dia 08/03/2017 - Prédio João Calvino - Rua da Consolação 930- sala 102 (8h00 – 12h00) – Pós Graduação em Educação, Arte e Cultura.
No dia 08/03/2017 – Apresentações dos TCCs (2/2016) sobre o feminino no Auditório do RW - 13h00 – 16h30
Programação
No dia 07/03/2017 - Auditório João Calvino
Abertura: Marcos Nepomuceno
Manhã (9h00- 12h00)
Mesa – Recepção e Circulação da literatura escrita por mulheres
Coordenadora da Mesa: Profª Drª. Cristine Fickelscherer De Mattos
Profª Drª Maria de Lourdes Eleutério - Doutora em Sociologia pela FFLCH/USP. Autora de Vidas de romance: as mulheres e o exercício de ler e escrever entre os séculos - 1890-1930.
Juliana Gomes - (atua no mercado editorial e uma das fundadoras no Brasil do Leia Mulheres)
Jamyle Rkain (estudante de jornalismo e organizadora da antologia Gilka Machado -poesia completa)
Mesa - Tarde – 1ª Sessão - (13h14h30) - Jornalistas contra o assédio – a campanha e as dificuldades em ser mulher na profissão
Coordenadora da Mesa: Profª Ms. Patrícia Paixão
Thaís Nunes - jornalista e cofundadora do movimento "Jornalistas contra o assédio". É repórter do SBT, onde já atuou como produtora investigativa. Especializada em segurança pública e direitos humanos, foi repórter da Folha Metropolitana e Diário de S. Paulo e também assessora de imprensa da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
Janaina Garcia - jornalista e cofundadora do movimento "Jornalistas contra o assédio". Repórter do UOL em São Paulo, já trabalhou na rádio CBN e no Portal Terra, na capital paulista, e no SBT e na Folha de Londrina, no Paraná. Em 2013, ganhou o prêmio Vladmir Herzog de direitos humanos pela cobertura das "Jornadas de junho".
Caroline Apple - Jornalista especializada na cobertura de cidades e política. Passou por veículos como Folha de S.Paulo, Agora SP, Diário de São Paulo e R7. Ativista do movimento feminista. Atua hoje em dia como especialista em conteúdo na aérea publicitária
Lígia Rosa Hipólito - jornalista da equipe BOL (UOL) em São Paulo desde 2010. Já trabalhou no Portal Terra e na Editora Globo, ondes escreveu para as revistas Quem, Criativa e Casa e Jardim
Mesa - Tarde – 2ª Sessão ( 14h30 – 16h30) – Desigualdade de gênero no jornalismo
Coordenadora da Mesa: Profª Drª Mirtes de Moraes
Filomena Salemme - jornalista, radialista e professora da Faculdade Cásper Líbero. Trabalhou por 20 anos na rádio Eldorado/Estadão, onde começou como repórter e chegou ao comando da redação como editora-chefe. Ganhou vários prêmios, entre eles, o Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, em 2001, o Premio Nuevo Periodismo e Prêmio Embratel de Jornalismo, em 2003, e Premio Nuevo Periodismo, em 2005.
Profª Drª Marcia Detoni - jornalista e professora de jornalismo na Universidade Mackenzie de São Paulo. É Doutora e Mestre em Ciências da Comunicação pela USP, com graduação em Comunicação Social (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Ciências Sociais e Jurídicas (PUC-RS). Desenvolve pesquisas na área de Comunicação para o Desenvolvimento, com foco na mídia eletrônica pública e comunitária. Atuou em grandes empresas de comunicação, como Folha de São Paulo, BBC de Londres, Reuters e Radiobrás.
Mesa – Noite – (19h00 – 21h30) – O papel da mulher na sociedade contemporânea
Coordenadora da Mesa: Profª Lidiane Christovam
Profª Drª Thais de Alcântara Peres – Doutora em sociologia -consultora em pesquisa e em gestão na área educacional, assim como em projetos de responsabilidade social corporativa e de desenvolvimento comunitário.
Profª Ms. Magdalena Nigro - Professora do Curso de Lato Sensu em Socio-Psicologia da Escola de Sociologia e Política-SP . Disciplina “Psicanálise e cultura” Professora e Supervisora do Curso de Lato Sensu em Psicologia Hospitalar da UNISA-SP;
Carla Zatorre - Publicitária. Coordenadora de Marketing Digital do Grupo Carrefour. Também fundadora da MAB – Mini Agência do Bem, projeto que desenvolve planos de marketing para ONGs e ações voluntárias
No dia 08/03/2017 – Auditório do RW - 13h00 – 17h30
Apresentações dos TCCs (2/2016) sobre o feminino
1ª Sessão – 13h00 – 14h30 – Coordenação: Profª Drª Denise Paieiro
2ª Sessão – 15h00 – 17h30 – Coordenação: Profª Ms. Lenize Villaça
No dia 08/03/2017 - Prédio João Calvino - sala 102 (8h00 – 12h00) – Programa de Pós Graduação em Educação, Arte e História da Cultura.
Mesa: “Aqui, senhora, não bordamos almofadas”
Coordenadora da Mesa: profª drª Rosana Schwatz
ProfªDrª Regina Lara Silveira Mello
Com estas palavras o arquiteto Le Corbusier recebeu a designer Charlotte Perriand (1903-1999) quando veio pedir-lhe um estágio seu ateliê em 1927. No entanto, começava ali uma parceria de dez anos que resultou na criação das famosas cadeiras tubulares conhecidas como sendo de autoria exclusiva do arquiteto franco-suíço, até hoje, a designer é pouco mencionada.
Claudio Imamura
Título: Arquétipos femininos nos desenhos animados
Mestrando no PPGEAHC – Universidade Presbiteriana Mackenzie
Marcelo Kammer Faria do Carmo
Título: A mulher no Design: Achilina Bo
Mestrando no PPGEAHC – Universidade Presbiteriana Mackenzie
Rogério Pereira dos Santos
Título: As personagens femininas de Boris Vian em “A Espuma dos Dias”.
Mestrando no PPGEAHC – Universidade Presbiteriana Mackenzie
Dângela Nunes Abiorana
O feminino em corpos contemporâneos
Doutoranda no PPGEAHC.
Keller Duarte.
Cinco obras da artista Rosana Paulino no acervo do Museu Afro Brasil: Esperança e felicidade para a mulher negra.
Doutora pelo PPGEAHC.
Profa. Dra. Rosana Schwartz e Profa. Dra. Ines Minardi
Mulheres de Fé: presbiterianas, metodistas e batistas e a educação em São Paulo
Profa. Dra. Lúcia Helena Bettini
Direitos Humanos e as mulheres.
Direito e Comunicação.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Evento da Rede Brasileira de Pesquisadores da História da Mídia- Rede ALCAR.


Caros colegas e alunos,
Eu Rosana Schwartz estarei coordenando GT de Historiografia da Mídia, no Evento da Rede Brasileira de Pesquisadores da História da Mídia- Rede ALCAR.

O evento nacional acontecerá na Universidade Presbiteriana Mackenzie em junho do corrente ano.

O GT Historiografia da Mídia
Tem por objetivo discutir temáticas que problematizem a produção do conhecimento contemporâneo na interseção entre mídia e história. Dois aspectos fundamentais: a escrita histórica contemporânea em sua relação com a escrita midiática e a produção de história, memória e esquecimento a partir dos meios de comunicação. Investiga-se também a produção do acontecimento histórico/memorável na relação mídia e história; temporalidade e meios de comunicação; hermenêutica histórica e mídia; memória e meios de comunicação, narrativa da história e narrativa da mídia, a história como produto midiático; escrita midiática como escrita da história; o passado como objeto dos meios de comunicação.



Conto com a participação de todas e todos.

Rosana M.P.B. Schwartz

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Fatos interessantes sobre Mulher e política

Em todos os campos são marcantes os avanços das mulheres. Isso resultou de uma história de lutas e conquistas, na qual o movimento feminista ajudou a escrever inúmeras páginas. Conheça fatos e datas que marcaram cada conquista no Brasil e no mundo:

1759 — Olympe de Gouges, escritora e militante francesa, publica a Declaração dos Direitos da Mulher.
1792 — Mary Wollstonecraft publica Reivindicação dos direitos da mulher. Defendia uma educação para meninas que aproveitasse seu potencial humano.
1827 — Surge no Brasil a primeira legislação relativa à educação de mulheres; a lei admitia meninas apenas para as escolas elementares, não para instituições de ensino mais adiantado.
1832 — A brasileira Nísia Floresta, do Rio Grande do Norte, lança uma tradução livre da obra pioneira da feminista inglesa Mary Wollstonecraft, e dá-lhe o título Direitos dos homens, injustiças para as mulheres.
1843 — Flora Tristán publica A União Operária.
1848 — Em Nova York (EUA) ocorre a Convenção em Seneca Falls, o primeiro encontro sobre direitos das mulheres.
1852 — É lançado o Jornal das Senhoras, editado por Joana Paula Manso de Noronha.
1857 — Em 8 de março em Nova York, 129 operárias morrem queimadas pela força policial, numa fábrica têxtil Cotton, em Nova York. Elas ousaram reivindicar a redução da jornada de trabalho e o direito à licença-maternidade. Desde 1910 até hoje, dedicamos o 8 de março para homenagear essas corajosas operárias.
1858 — Publicado em Campanha da Princesa (MG) o jornal O Sexo Feminino.
1869 — O Wyoming é o primeiro estado dos Estados Unidos a outorgar o direito de voto feminino.
1874 — Surgiram os periódicos O Domingo e o Jornal das Damas, no Rio de Janeiro, seguidos do Myosotis, de Maria Heraclia, lançado em Recife, em 1875, e do incisivo Echo das Damas, de Amélia Carolina da Silva Couto, no Rio de Janeiro, em 1879.
1874 — Maria Augusta Generosa Estrella deixou o Rio de Janeiro para estudar medicina nos Estados Unidos. A ela se juntou Josefa Agueda Felisbella Mercedes de Oliveira. As duas publicaram, depois, um jornal em Nova York: A Mulher.
1879 — O governo brasileiro abriu as instituições de ensino superior do país às mulheres.
1880 — No Brasil, as primeiras mulheres graduadas em Direito encontram dificuldades em exercer a profissão.
1893 — Liderado por Kate Sheppard, o movimento sufragista da Nova Zelândia consegue garantir o direito ao voto às mulheres.
1897 — No Reino Unido, Millicent Fawcett funda a União Nacional pelo Sufrágio Feminino.
1898 — Inglaterra e Escócia jogam em Londres a primeira partida de futebol feminino.
1900 — Primeiras referências na imprensa internacional às exibições esportivas femininas.
1902 — Sufrágio feminino na Austrália
1903 — Emmeline Pankhurst e as suas seguidoras abandonam a NUWSS e formam a União Política e Social das Mulheres (Women's Social and Political Union - WSPU).
1906 — Sufrágio feminino na Finlândia.
1907 — Sob a presidência de Clara Zetkin, reúne-se a I Conferência Internacional de Mulheres Socialistas.
1910 — Brasil: A professora Deolinda Daltro funda o Partido Republicano Feminino
1913 — Sufrágio feminino na Noruega.
1917 — A professora Deolinda Daltro lidera uma passeata exigindo a extensão do voto às mulheres.
1917 — Jeanette Rankin é a primeira mulher eleita membro do Congresso dos Estados Unidos.
1918 — O Parlamento britânico aprova uma lei eleitoral que outorga o sufrágio às mulheres maiores de 30 anos.
1918 — No Brasil, a jovem Bertha Lutz, iniciando a carreira profissional como bióloga, publica, na Revista da Semana, uma carta denunciando o tratamento dado ao sexo feminino.
1918 — Sufrágio feminino na Inglaterra.
1920 — É aprovada a XIX emenda à Constituição dos Estados Unidos estabelecendo que todas as mulheres maiores de idade têm direito de voto.
1921 — Primeira partida de futebol feminino. Em São Paulo, senhoritas catarinenses e tremembeenses se enfrentam.
1921 — É constituída, no Rio de Janeiro, sob a liderança de Bertha Lutz, a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino.
1925 — No Japão, o parlamento exclui as mulheres da lei sobre o sufrágio universal. Nasce o movimento no país.
1928 — As mulheres conquistam o direito de disputar oficialmente as provas olímpicas.
1928 — O governador do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine, obtém uma alteração da legislação eleitoral para conferir o direito de voto às mulheres no seu Estado. Elas vão às ruas, mas seus votos são anulados pela Comissão de Poderes do Estado. No entanto, elege-se uma prefeita, a primeira da História do Brasil: Alzira Soriano de Souza, no município de Lages (RN).
1929 — Sufrágio feminino no Equador.
1931 — A Constituição espanhola da Segunda República outorga o direito de sufrágio às mulheres maiores de idade; em Portugal, passam a poder votar mulheres com cursos universitários ou o ensino secundário completo.
1932 — O governo de Getúlio Vargas promulga o novo Código Eleitoral pelo Decreto n.º 21.076, de 24 de fevereiro, garantindo finalmente o direito de voto às mulheres brasileiras.
1932 — A nadadora Maria Lenk, 17 anos, embarca para Los Angeles como única mulher e mascote da delegação olímpica. Foi a primeira atleta brasileira a participar de uma Olimpíada.
1933 — Nas eleições deste ano para a Assembleia Constituinte, são eleitos 214 deputados e uma única mulher: a paulista Carlota Pereira de Queiroz.
1945 — As mulheres conseguem o direito de voto na França e na Itália.
1948 — Depois de 12 anos sem a presença feminina, a delegação brasileira às Olimpíadas segue para Londres com 11 mulheres e 68 homens.
1948 — A escritora francesa Simone de Beauvoir (1908-86) publica o livro O segundo sexo, uma análise da condição da mulher.
1951 — Aprovada pela Organização Internacional do Trabalho, a 19 de junho, a Convenção de Igualdade de Remuneração entre trabalho masculino e trabalho feminino para função igual.
1960 — Surge o novo feminismo, em paralelo com a luta dos negros norte-americanos pelos direitos civis e com os movimentos contra a Guerra do Vietnã.
1960 — No Sri Lanka (antigo Ceilão), Sirimavo Bandaransike (nascida em 1916) torna-se a primeira chefe de Estado.
1963 — Nos EUA, Betty Fridan (nascida em 1921) escreve A mística feminina, apresentando uma crítica feminista do papel subordinado da mulher na sociedade.
1964 — No Brasil, o Conselho Nacional de Desportos (CND) proíbe a prática do futebol feminino.
1964 — Instituída a obrigatoriedade do teste de feminilidade (exame cromossomático) nos jogos olímpicos de Tóquio.
1970 — No Reino Unido é aprovada a igualdade salarial.
1971 — No Reino Unido destaca-se Germaine Greer, australiana de nascimento, autora de The Female Eunuch (1971; A mulher eunuco), considerado o manifesto mais realista do women's liberation (movimento de libertação da mulher), mundialmente conhecido como women's lib.
1974 — Na Argentina, Izabel Perón (nascida em 1931) torna-se a primeira mulher presidente.
1975 — As Nações Unidas instituem o Ano Internacional da Mulher, após a Conferência do México de 1975.
1975 — No Rio de Janeiro, é criado o Centro da Mulher Brasileira — CMB, primeira organização do novo feminismo. Em São Paulo, outro grupo de mulheres funda o Centro de Desenvolvimento da Mulher Brasileira — CDMB.
1975 — Aparece, no País, o Movimento Feminino pela Anistia — MFA, unido à luta pela redemocratização do Brasil. O MFA era presidido por Terezinha Zerbini.
1976 — É realizada a Convenção Contra Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher — CEDAW. 1976 — Eunice Michilles, então representante do PSD (AM), assume a vaga de senadora, por falecimento do titular, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo, no Brasil.
1980 — Na Islândia, Vigdis Finnbogadottir (nascida em 1930) torna-se a primeira mulher eleita democraticamente presidente.
1980 — Realiza-se o Encontro Feminista de Valinhos, São Paulo. Recomenda a criação de centros de autodefesa, para coibir a violência contra a mulher.
1981 — Cai o veto à prática do futebol feminino no Brasil.
1982 — No Brasil, nas eleições diretas para os governos estaduais, o movimento de mulheres elabora uma plataforma feminista submetida aos candidatos. Recebe o título de Alerta Feminista e acaba virando uma tradição.
1983 — Criados em São Paulo e em Minas Gerais os primeiros conselhos estaduais da condição feminina, para traçar políticas públicas para as mulheres.
1983 — O Ministério da Saúde brasileiro cria o PAISM — Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher.
1985 — Surge a primeira Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher (DEAM), em São Paulo e, rapidamente, várias outras são implantadas em outros estados brasileiros.
1985 — A Câmara dos Deputados aprova o Projeto de Lei n.º 7353, criando o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.
1987 — Criado o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Rio de Janeiro — CEDIM/RJ, a partir da reivindicação dos movimentos de mulheres.
1988 — É instituída no Rio Grande do Sul a primeira Delegacia para a Mulher. Outras se seguiram.
1990 — Júnia Marise é a primeira eleita para o cargo de senadora, pelo PDT (MG).
1993 — Realiza-se a Conferência de Direitos Humanos de Viena. Na pauta desse encontro, constam o repúdio e a condenação veemente a todas as formas de violência contra as mulheres.
1994 — Na cidade do Cairo, no Egito, ocorre a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento. As mulheres participaram ativamente, marcando sua presença em reivindicações nos documentos finais.
1994 — É aprovada a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, conhecida como a Convenção de Belém do Pará.
1995 — Empossado, o Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, reativa o CNDM — Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, vinculado ao Ministério da Justiça, que novamente é esvaziado em estrutura e status nos anos de 97 e 98. Em 1999, começa uma reestruturação resultante de pressões do movimento feminista.
1995 — Em Beijing (China), é realizada a IV Conferência Mundial das Nações Unidas sobre a Mulher. O evento marca o reconhecimento definitivo do papel econômico e social da mulher; abre os caminhos do futuro, consagra todas as conquistas das mulheres; reafirma o princípio da universalidade dos direitos humanos e o respeito à especificidade das culturas.
1996 — Visando às eleições para prefeitos e vereadores, as mulheres se organizam em todo o País e, por meio do movimento Mulher Sem Medo do Poder, aumentam o número de vereadoras e prefeitas em todo o território nacional.
1996 — O Congresso Nacional inclui o sistema de cotas na Legislação Eleitoral, obrigando os partidos políticos a inscreverem, no mínimo, 20% de mulheres em suas chapas proporcionais (Lei n.º 9.100/95 - § 3.º, art. 11), e a Lei 9504/97 eleva esse percentual para 30%,
1998 — A senadora Benedita da Silva torna-se a primeira mulher a presidir a sessão do Congresso Nacional.
2000 — Ellen Gracie Northfleet, nascida no Rio Grande do Sul, é eleita a primeira mulher ministra do Supremo Tribunal Federal
2010 é eleita a primeira Mulher Presidente do Brasil
2016 Uma mulher concorre às eleição nos EUA.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Saiba mais sobre o Dia das Bruxas ou Halloween

 O Dia das Bruxas ou Halloween é uma tradição dos Estados Unidos que se tornou popular em diversas partes do mundo, inclusive entre os brasileiros. As feiticeiras não são estranhas à nossa cultura, tendo tradicionalmente as características das bruxas europeias medievais. Mas que peculiaridades elas adquiriram por aqui? A “bruxa” sempre fez parte de nosso folclore, assustando as crianças e adultos. A sua figura veio com os portugueses: “velha, magra, alta, enrugada, horrorosa de feiura e hedionda de sujeira, coberta de trapos, com um saco cheio de coisas misturadas e confusas, andando de noite, misteriosa, sinistra, silenciosa”, descreve Câmara Cascudo. Uma de suas funções “clássicas”, é a de feiticeira, que representa as angústias noturnas infantis, aterrorizando os pequenos que se recusam a dormir nos horários determinados pelos pais. Cascudo acreditava que o arsenal “histórico dos esconjuros e defesas” contra as bruxas está desaparecendo.
          Vejamos algumas formas tradicionalmente usadas pelo Brasil para espantar a perversidade das feiticeiras ou identificá-las:
  • – Lâmina virgem escondida nos cômodos: as bruxas fogem das lâminas de aço
  • – Camada de sal na soleira das portas não as deixa entrar. Elas não pisam no sal por lhes recordar o Mar-Sagrado, local onde suas forças são anuladas
  • – Quarto com criança recém-nascida deve ser protegido com estrela de cinco pontas ou uma cruz feita de palhas-bentas do Domingo de Ramos
  • – Para identificá-las, nas igrejas, deixava-se o missal aberto, isso impedia a bruxa de sair (ela só consegue deixar o recinto com o livro fechado). Suspender o ferrolho da porta teria o mesmo efeito.
  • – Bruxas não conseguem atravessar a água corrente
  • – No Nordeste, acreditava-se que uma surra com pinhão-de-purga acabava com os poderes das feiticeiras
Câmara Cascudo lembra que as bruxas têm diversas funções na nossa cultura tradicional, entre elas fazer feitiços amorosos para atrair ou manter a pessoa amada, por meio de rezas, orações fortes ou poções, além de receitar remédios e simpatias para cura de diversos males (medicina popular). “Em cada povoação e vila, cidade e sede do município, haverá sempre uma velha misteriosa, rezadeira, cercada pelo halo da prestigiosa fama de sabedoria e poder. É a Bruxa, a Feiticeira, paupérrima, faminta, miserável, poderosa e digna de esmolas”, conclui o folclorista.
Texto de Márcia Pinna Raspanti.
Referência Bibliográfica: CASCUDO, Luís da Câmara. “Dicionário do Folclore Brasileiro”, Instituto Nacional do Livro, Rio de Janeiro, 1962.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A Reinvenção do Dinheiro e a Emergência de Moedas Criativas

Informação:


A digitalização do mundo redesenhou produtos, serviços, mercados e públicos, redefiniu as fronteiras entre o público, o privado e o pessoal, afetivo, reconfigurou a dinâmica política e transformou o planeta numa enorme esfera lúdica e interativa audiovisual global. Na alvorada do século 21, a disrupção digital chega finalmente à fronteira do valor econômico: o próprio dinheiro, representação muitas vezes encarnada da riqueza, do valor e dos preços.
Do bitcoin às moedas sociais locais, passando por transformações radicais nos meios de pagamento, sistemas de informação e tomada de decisões financeiras, as cidades são cada vez mais digitais e os mercados convertem-se em redes com as quais interagimos de modo cada vez mais imersivo em interfaces audiovisuais que definem comportamentos, demandas, modelos de negócio e horizontes para o desenvolvimento econômico.
O Seminário Estratégico "A Reinvenção do Dinheiro e a Emergência das Moedas Criativas" reunirá 15 especialistas de diferentes áreas para discutir as transformações contemporâneas implicadas na digitalização do dinheiro e na emergência resultante de novos circuitos de monetização da produção, do consumo, da distribuição, do financiamento e da reciclagem de todos os bens e serviços, assim como da própria informação.
O debate marca o lançamento da campanha MIL CLICKS de monetização de projetos de Media and Information Literacy (MIL) pela UNESCO na USP, plataforma desenhada pelo grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento em parceria com Dentsu Aegis Network e UNESCO, integrada à Global MIL Week UNESCO 2016 na Escola de Comunicações e Artes da USP (2 a 6 de novembro de 2016).
A série de eventos Strategic Workshops da USP busca articular os pesquisadores em torno de temas transdisciplinares, que contemplem a USP como um todo. O objetivo tem sido organizar a pesquisa na USP priorizando temas em que temos excelência ou que tenham grande potencial, mas que precisem de melhor articulação.

Coordenação:

Gilson Schwartz (ECA, FFLCH, Cidade do Conhecimento)
Edson Spina (POLI e Centro de Estudos Sociedade e Tecnologia)
Vitor Blotta (ECA, Núcleo de Estudos da Violência e Associação Nacional de Pesquisa sobre Direitos Humanos)