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domingo, 30 de julho de 2017

O 13º Congresso Mundos de Mulheres (MM) – um encontro internacional e interdisciplinar de e sobre mulheres – acontecerá conjuntamente ao Seminário Internacional Fazendo Gênero 11 (FG)  entre 30 de julho e 4 de agosto de 2017 em Florianópolis, SC, Brasil, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
A temática que norteará o encontro é "Transformações, Conexões, Deslocamentos". Com isso, queremos alargar esse lugar de diálogo para uma perspectiva mundial, afastada da hierarquia Norte-Sul, ou seja, um espaço onde se possa ouvir outras vozes, novas propostas, valorizar saberes, ampliar horizontes de estudo e de ativismo. Desse modo, seremos capazes de pensar e propor perspectivas inclusivas para os estudos feministas e possibilidades de construção feminista.
Será uma oportunidade única de cruzar experiências, pesquisas, vozes ao redor do mundo sobre questões de mulheres e gênero. O Congresso Mundos de Mulheres (MM) será realizado na América do Sul pela primeira vez.
Não perca a oportunidade de avaliar e discutir, tanto teorica como praticamente, as questões mais importantes sobre feminismos da atualidade. 

Estarei apresentando no ST 157 sessão 1 (31/07/17 das 08:30 às 12:30)
Local:  Sala 108 - CSE, 1º andar

  • Rosana M.P.B.Schwartz (Mackenzie), Bethina Oger Garcia (Mackenzie), Patrícia Dias Creti (Universidade Mackenzie)

  • O processo de Moulage, performático na desconstrução da moda e autoimagem: gênero, sociedade e cultura.
    Resumo: Esta pesquisa teve por objetivo problematizar a mo... Veja mais!
    Moulage, corpo, moda, sociedade e cultura.

Migrações: “O radicalismo não cabe mais nos dias contemporâneos”. Entrevista especial com Rosana Schwartz





Um fenômeno global, os fluxos migratórios demonstram a “dificuldade de olhar para o outro (...) porque a cultura do eu com a cultura do outro sempre cria um choque, o qual gera um estranhamento”, diz Rosana Schwartz à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por telefone.

Ao comentar as constantes migraçõesque têm ocorrido no mundo todo, seja nos países da Europa ou da América Latina, a pesquisadora lembra que esse processo “não é novo”, mas para entender como e por que ele acontece em grande escala, “temos de analisar quais são os fatores que têm gerado tanto a expulsão quanto a atração de pessoas para os países x ou y”.
No caso dos haitianos que migram para o Brasil, exemplifica, “por quais razões eles saíram de seu país de origem e por que eles migram para o Brasil?”. Para ela, somente a partir da “investigação” desse tipo de questão é que se poderá “criar” um “diálogo entre a sociedade e os governos” para encontrar maneiras de evitar conflitos e garantir a vida dos imigrantes nos novos destinos.
Na avaliação dela, um dos aspectos que explica a intensificação das migrações é o fato de “não existirem condições de as pessoas ficarem e sobreviverem em seus países de origem; basta ver os problemas sociais, econômicos e políticos que o Haiti tem. Então, as pessoas tentam a sorte em outros locais. No caso da Itália, ocorre o mesmo: o país tem recebido inúmeras pessoas que não têm mais condições de viver em seus países de origem”.
Rosana salienta ainda que em momentos de crise, como é o caso da crise econômica, que afeta vários países da Europa e mesmo o Brasil, as posições em relação aos imigrantes “são mais radicais, porque as pessoas dos países que recebem esses imigrantes pensam que eles irão tirar o lugar delas nos postos de trabalho, no atendimento à saúde, etc. Então, quando abala os direitos sociais, o preconceito acaba surgindo”. Parte da resolução dos conflitos que surgem, pontua, pode ser resolvida a partir de políticas internacionais que evitem a “xenofobia e o nacionalismo exacerbado”.
Rosana Schwartz é doutora em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP, mestre em Educação, Artes e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie – UPM e graduada em História pela PUC/SP. Atualmente leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Confira a entrevista.
Foto: redevida.com.br
IHU On-Line - Em artigo recente a senhora chama atenção para o preconceito velado e desvelado contra os haitianos. Como o preconceito tem se manifestado no Brasil em relação aos imigrantes?
Rosana Schwartz – O preconceito é maior nas regiões Sudeste e Sul, onde se teve uma integração maior do imigrante europeu branco no processo civilizatório. A vinda desses imigrantes para o Brasil é fruto de uma proposta do governo da época — embora fosse um absurdo —, para que houvesse um processo de branqueamento da raça brasileira no século XIX e início do século XX. Então, o imigrante veio não só para trabalhar nos postos de trabalho existentes após a abolição da escravatura, mas também por conta desse processo de branqueamento.
De modo geral temos aquela ideia de que eles vieram para o país e fizeram riqueza, porque tinham mais capacidade de trabalho, mas isso não é verdade; trata-se de mais um preconceito que existe em relação aos imigrantes. Muitos deles viveram em situações de penúria e sofreram muito com o preconceito à época: o italiano foi chamado de carcamano, outros de galegos. A elite brasileira não aceitava os imigrantes, porque eles não eram provenientes das classes abastadas da Europa, mas, sim, eram os trabalhadores empobrecidos que, por causa de guerras ou crises econômicas, migraram. Posteriormente, eles não puderam voltar para seus países de origem, porque não tinham dinheiro.
Tudo isso é importante para mostrar que o brasileiro não foi tão amistoso no seu passado, ao contrário do que parece, já que fomos construindo uma imagem de que o brasileiro está sempre confraternizando e de braços abertos para os imigrantes. Pelo contrário, nós os rejeitamos, e os colocamos à mercê, em condições de penúria e, somente depois houve uma incorporação muito lenta das culturas dos imigrantes europeus e, por fim, a aceitação.
É importante também mencionar que existia, no século XIX, a ideia de que o europeu, o homem branco, era superior. Esse discurso foi adotado no Brasil e, apesar da situação dos imigrantes, eles não deixaram de ser europeus e eram considerados superiores.
IHU On-Line - Quais as causas do preconceito?
Rosana Schwartz – As principais causas estão ligadas a essas teorias do século XIX, as quais diziam que o homem europeu e branco era superior tanto em relação à mulher quanto num sentido cívico, intelectual e no processo de civilização. São teorias extremamente complicadas, que foram trazidas para o Brasil antes do período da República, especialmente pelos positivistas, quando se acreditava que a sociedade brasileira poderia chegar ao progresso a partir de uma ordem, de um progresso e de um olhar europeu. É por conta dessa influência que até hoje continuamos olhando a história com o olhar europeu e estudamos muito mais a história de países como França, Inglaterra, Itália, do que a do nosso próprio país, porque há esse deslocamento para o eurocentrismo.
A outra causa é o próprio processo de escravidão. O Brasil teve o processo de escravidão mais longo, já que a abolição no país data de 1888, mas mesmo assim demorou muito tempo para que ela fosse efetivada de fato. Quando ocorreu a abolição, os donos de escravos receberam indenizações do Estado, porque estavam perdendo ferramentas de trabalho — um absurdo — e, durante muito tempo, esses ex-escravos viveram à margem da sociedade, porque não existia nenhum projeto de inclusão socialpós-abolição e, de outro lado, existia a proibição de ex-escravos comprarem propriedades e terras. É por conta disso que muitos ex-escravos, africanos libertos e descendentes de africanos libertos, vão viver em regiões periféricas das grandes cidades.

“O brasileiro não foi tão amistoso no seu passado, ao contrário do que parece”

Então, durante muito tempo eles viveram nessa posição e nenhum projeto ou programa foi feito antes da Constituição de 1988, visando à inclusão social desses grupos sociais. É por isso que se tem um olhar excludente, de desqualificação e preconceito, que o próprio Brasil não considera que tem, mas tem. Basta analisar o comportamento da polícia, os relatos cotidianos dos negros, o número reduzido de negros nas universidades, em cargos de tomada de decisão; tudo isso é decorrente desse preconceito.
IHU On-Line – Em tempos de crise econômica, por exemplo, ouve-se o discurso de que o ingresso de imigrantes em alguns países gera conflitos por conta da redução de postos de trabalho ou por conta de mais pessoas necessitarem de atendimento social, por exemplo. Nesses casos, trata-se de preconceito, preconceito velado ou é outra situação?

Rosana Schwartz – Em todo período de crise econômica, esses argumentos aparecem, como estamos vendo nos países europeus, e no Brasil. Mas se você reparar, esse tipo de argumentação não é tão frequente em relação aos imigrantes alemães, como é em relação aos haitianos, por exemplo, porque em relação aos haitianos, os comentários e preconceitos são em relação ao país de origem deles e à cor da pele. Então, a justificativa que a sociedade cria, em primeiro lugar, é essa de que os imigrantes irão ocupar os postos de trabalho numa época de crise econômica, esquecendo que durante muito tempo o brasileiro migrou para a América do Norte e para a Europa em busca de melhores posições de vida.
Nesse sentido, esse tipo de argumentação que menciona os postos de trabalho mostra como estamos sendo incoerentes com nós mesmos, porque agora que existe crise na Europa, os imigrantes da África, do Haiti, da Bolívia e da América Latina vêm para o Brasil em busca de melhores condições de vida.
IHU On-Line - Além dos haitianos, imigrantes de outras nações, como os bolivianos, angolanos, senegaleses, ganenses, portugueses e espanhóis, que vieram para o país nos últimos dez anos, também sofrem o mesmo tipo de preconceito?
Rosana Schwartz – Sim, também sofrem, mas menos. Tem um número muito grande de bolivianos no Brasil, que estão em algumas regiões como em Bom Retiro, em São Paulo, e trabalham com costura. Mas eles têm um processo de inclusão um pouco melhor, porque estão vindo para trabalhar para outros imigrantes, que já chegaram anteriormente, como os coreanos e chineses. Então, eles têm uma colocação e, mesmo que seja análoga à escravidão, as famílias se mantêm próximas, num agrupamento. O olhar em relação a eles não aparenta tanto preconceito como se percebe em relação aos africanos ou haitianos.
Em geral as pessoas têm medo de passar nas regiões onde vivem os africanos e têm um olhar de que eles são perigosos. É esse olhar que temos de desconstruir: não se pode olhar as pessoas como sendo perigosas, ou como pessoas que estão vindo para ocupar cargos que não são delas de direito, enquanto outros imigrantes, outrora, vieram para garantir o crescimento do país no século XIX e XX, para civilizarem e fazer com que o Brasil se tornasse grandioso. Veja a diferença: todos sofreram preconceito, porque a cultura do eu com a cultura do outro sempre cria um choque, o qual gera um estranhamento, mas uns foram incorporados mais facilmente por serem europeus e brancos, e outros estão sendo incorporados mais lentamente, porque estão trabalhando em regiões para as quais não se dá muita importância, como é o caso dos bolivianos. Em relação aos africanos e haitianos, há um preconceito velado, porque aparece um preconceito que o Brasil tem em relação à cor da pele.

 


“O preconceito é um conceito estabelecido sem nenhuma fundamentação teórica”

IHU On-Line - Há diferenças nas imigrações de hoje das que já ocorreram no passado?
Rosana Schwartz – O fenômeno migratórioacontece hoje por não existirem condições de as pessoas ficarem e sobreviverem em seus países de origem; basta ver os problemas sociais, econômicos e políticos que o Haiti tem. Então, as pessoas tentam a sorte em outros locais. No caso da Itália, ocorre o mesmo: o país tem recebido inúmeras pessoas que não têm mais condições de viver em seus países de origem. O que temos de evidenciar com isso? Que são seres humanos dotados de direitos, que os direitos humanos devem ser assegurados para todos, que devemos viver numa cultura de paz, que temos de ter uma cultura de tolerância e aceitar as condições dessas pessoas e promover a inclusão social, porque no passado outros imigrantes também saíram de seus países de origem em grandes levas. Temos de entender esse ir e vir das populações do mundo inteiro como sendo casos de pessoas que são dotadas de igualdades e que todos nós temos direito à vida.
Também temos de exigir que os governos criem possibilidades de soluções sobre essa questão que está acontecendo no mundo hoje, para evitar que esse movimento migratório crie xenofobia e nacionalismo exacerbado. Como se tem uma crise muito grande, e várias regiões do mundo estão recebendo grandes fluxos de pessoas que não são da sua cultura e da sua nacionalidade, isso desperta momentos de xenofobia, nacionalismo e radicalismo. Não podemos permitir isso num país como o nosso, que é um país miscigenado, multicultural, porque temos todos os tipos de etnias convivendo. Não podemos, de forma alguma, que qualquer forma negativa em relação aos imigrantes possa despontar algo radical.
IHU On-Line - Como o Estado brasileiro tem lidado com as imigrações no país?
Rosana Schwartz – Ainda não tem agido de forma boa nem com a própria movimentação dentro do seu próprio país, porque sempre ocorreram fluxos migratórios no Brasil. Em algumas regiões há ainda preconceitos com pessoas de outras regiões, como o caso do preconceito do Sul e Sudeste com o Norte e Nordeste. O país tem de tratar essas questões na educação, porque é o único meio para mudar esse preconceito, com novos livros didáticos, e discutir essas questões a partir de um entendimento dos direitos humanos. Nesse sentido, políticas públicas, parâmetros curriculares e a implementação dessa discussão na mídia são importantes para que as pessoas possam, nas universidades, escolas e canais de comunicação, desconstruir o preconceito.
O preconceito é um conceito estabelecido sem nenhuma fundamentação teórica. Então, para desconstruí-lo, temos de falar mais sobre isso. Um meio que tem sido efetivo para isso são as redes sociais para replicar e compartilhar essas questões, porque aos poucos as pessoas vão criando entendimento sobre o preconceito.
IHU On-Line - A senhora tem acompanhado a situação dos imigrantes em outras partes do mundo, como os que migram para a Europa, por exemplo, ou mesmo os conflitos que existem na América Latina, em que colombianos foram expulsos da Venezuela? Como tem avaliado esse fenômeno migratório global?
Rosana Schwartz – Tenho acompanhado porque faço parte de um grupo de pesquisa sobre migrações no mundo inteiro. O que estamos vendo é um momento de crise tanto na Europa, quanto nos EUA e mesmo no Brasil e, quando isso acontece, os radicalismos ficam mais aflorados. Nesses períodos de crise, as posições são mais radicais, porque as pessoas dos países que recebem esses imigrantes pensam que eles irão tirar o lugar delas nos postos de trabalho, no atendimento à saúde, etc. Então, quando abala os direitos sociais, o preconceito acaba surgindo. O que temos de fazer é discutir e colocar a questão em pauta.

“O homem foi aprendendo e conquistando direitos e compreendendo o outro como um ser humano e, portanto, o radicalismo que se tinha no passado não cabe mais nos dias contemporâneos”

IHU On-Line - Como resolver os conflitos que surgem por conta das migrações? Qual tem de ser o papel das diferentes nações, tanto das nações de origem dos imigrantes, quanto das dos países para os quais eles mudam?
Rosana Schwartz – Quando existem essas saídas de diversos fluxos, e por razões diversas, temos de analisar quais são os fatores que têm gerado tanto a expulsão quanto a atração de pessoas para os países x ou y. Então, não dá para se falar de uma maneira geral, mas temos de analisar região por região. Por exemplo, por quais razões oshaitianos saíram de seu país de origem e por que eles migram para o Brasil? A partir dessas investigações, podemos criar diálogo entre a sociedade e os governos, porque estamos num contexto em que a comunicação é muito fácil e temos como saber o que acontece do outro lado do mundo. Então, é preciso que sejam desenvolvidas ações e políticas internacionais fortalecidas e um entendimento da sociedade civil acerca do que está acontecendo e motivando as migrações, ou seja, é preciso conhecer os fatores de expulsão e de atração para determinado país e também acompanhar o período de adaptação dos imigrantes nos países, no sentido de verificar se eles estão tendo acesso a trabalho, como estão vivendo, etc.

É uma colcha de retalho que tem de ser construída parte a parte, com muito cuidado, porque o conhecimento nesse caso não pode ser superficial. Temos de entender as questões que dão origem às migrações e promover ações de políticas públicas com relação aos imigrantes.
Existe, no Conselho Participativo em São Paulo, um grupo de imigrantes que está acompanhando as políticas públicas para imigrantes na cidade, mas muitas pessoas não têm conhecimento desse tipo de ação. Por isso, temos de dar visibilidade para que elas saibam onde podem encontrar apoio e diálogo e depois discutirem com as prefeituras, subprefeituras e governos.
IHU On-Line - Deseja acrescentar algo?
Rosana Schwartz – O ponto principal é entender que esse processo de migraçõesnão acontece somente no Brasil; eles estão acontecendo no mundo inteiro. Outro ponto a ser observado é que esse fenômeno não é novo; ele sempre existiu ao longo da história e sempre houve dificuldade de olhar para o outro. Só que o homem foi aprendendo e conquistando direitos e compreendendo o outro como um ser humano e, portanto, o radicalismo que se tinha no passado, não cabe mais nos dias contemporâneos.
Por Patrícia Fachin e Leslie Chaves
.net

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Sugestões de leitura.

1-    
  D’Alessio, Marcia Mansor . Reflexões sobre o saber histórico – UNESP, 1997.
Este texto versa sobre as transformações ocorridas no campo da história e inquietações metodológicas.
Pierre Vilar – História e representação.
Michel Vovelle - |História e representação
História e Cultura - a Dimensão psicológica da história – mentalidades.
2-    
JULIA, Dominique. Passados Recompostos. Rio de Janeiro, UFRJ, 2000
Capítulo O testemunho – O historiador e o acontecimento.
3-      PALLARES-BURKE, Maria Lúcia Garcia . As muitas faces da história : nove entrevistas. UNESP, 2000.
Este texto apresenta Carlo Ginzburg, Quentin Skinner- O homem simbólico, imaginário e não Faber ou econômicos. O papel dos indivíduos e de pequenos grupos com suas representações, consciências, crenças e valores.
Múltiplas interpretações simbólicas repletas de significados – signos e sinais. Sinais sociais.
4-      LE GOFF, Jacques. Uma vida para a história: conversações com Marc Heurgon. UNESP, 2001
Este texto versa sobre cinema e diálogos ntre a história com outras ciências – interdisciplinaridade – etnologia e antropologia. 
5-      AGULHON Maurice, CHAUNU, Pierre, DUBY, Georges, GIRARDET, Raoul, PERROT, Michelle, LE GOFF, Jacques, REMOND, René, NORA, Pierre. (orgs). Ensaios de Ego-hitória.  Rio de Janeiro, Edições 70, 2003.
Este texto Travbalha a ideia de memória construída pelo historiador, lembranças das trajetórias de cada um como ponto de partida.  Fragilidades do testemunho, armadilhas da memória. Descontinuidades – gerações – geografia e espaço- até que ponto o espaço influi nos acontecimentos – as localidades – RURAL X URBANO.  As experiências.
Também por uma história do político e história do imediato.
6-      LE GOFF, Jacques. A História Nova. São Paulo, Martins Fontes, 2001.
Capitulo - LACOUTURE, Jean. A história Imediata.
Este texto versa sobre escrever a história no furor do acontecimento – próxima ao jornalismo – autor próximo ao objeto estudado. Metodologia da História Oral. Utilização dos meios de comunicação de massas. Os arquivos são vivos.  Documentos – cores, odores, gestos, olhares, vozes, imprensa, rádio, tV, internet, etc..... Questão -  Impossibilidade de saber o resultado.
7-      HOBSBAWM. Eric. Sobre a História: ensaios, São Paulo, Companhia das Letras, 2003
O presente como história – múltiplas temporalidades – o geracional- conceito de geração.
8-       CHAUVEAU, A., TÉTARD, Ph. Questão para a história do presente. São Paulo, 2004.
História do presente e história do imediato.  Fenômenos das mentalidades e de sensibilidade.  As fontes do presente.
9-      SARLO Beatriz. Paisagens Imaginárias: intelectuais, arte e meios de comunicação.
A história contra o esquecimento. O partidarismo na arte. O lugar do discurso.
10-   BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Obras escolhidas Vol 1.  São Paulo. Editora Brasiliense, 2006.
A cultura do dominador , a cultura dos vencidos, o passado como imagem, a hierarquia dos documentos, a história fechada, as culturas da voz- do sentimento, da oralidade.



domingo, 5 de março de 2017

XV Encontro do Dia Internacional da Mulher: EMPODERADAS. Mackenzie - Rua da Consolação 930

O Centro de Comunicação e Letras da Universidade Presbiteriana do Mackenzie (CCL), O Programa de Pós Graduação em Educação, Arte e História da Cultura e o GERE - Núcleo de Estudos sobre Gênero, Raça e Etnia
Convidam para XV Encontro do Dia Internacional da Mulher: EMPODERADAS.
No dia 07/03/2017 - Auditório João Calvino (o dia todo) - Rua da Consolação 930
No dia 08/03/2017 - Prédio João Calvino - Rua da Consolação 930- sala 102 (8h00 – 12h00) – Pós Graduação em Educação, Arte e Cultura.
No dia 08/03/2017 – Apresentações dos TCCs (2/2016) sobre o feminino no Auditório do RW - 13h00 – 16h30
Programação
No dia 07/03/2017 - Auditório João Calvino
Abertura: Marcos Nepomuceno
Manhã (9h00- 12h00)
Mesa – Recepção e Circulação da literatura escrita por mulheres
Coordenadora da Mesa: Profª Drª. Cristine Fickelscherer De Mattos
Profª Drª Maria de Lourdes Eleutério - Doutora em Sociologia pela FFLCH/USP. Autora de Vidas de romance: as mulheres e o exercício de ler e escrever entre os séculos - 1890-1930.
Juliana Gomes - (atua no mercado editorial e uma das fundadoras no Brasil do Leia Mulheres)
Jamyle Rkain (estudante de jornalismo e organizadora da antologia Gilka Machado -poesia completa)
Mesa - Tarde – 1ª Sessão - (13h14h30) - Jornalistas contra o assédio – a campanha e as dificuldades em ser mulher na profissão
Coordenadora da Mesa: Profª Ms. Patrícia Paixão
Thaís Nunes - jornalista e cofundadora do movimento "Jornalistas contra o assédio". É repórter do SBT, onde já atuou como produtora investigativa. Especializada em segurança pública e direitos humanos, foi repórter da Folha Metropolitana e Diário de S. Paulo e também assessora de imprensa da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
Janaina Garcia - jornalista e cofundadora do movimento "Jornalistas contra o assédio". Repórter do UOL em São Paulo, já trabalhou na rádio CBN e no Portal Terra, na capital paulista, e no SBT e na Folha de Londrina, no Paraná. Em 2013, ganhou o prêmio Vladmir Herzog de direitos humanos pela cobertura das "Jornadas de junho".
Caroline Apple - Jornalista especializada na cobertura de cidades e política. Passou por veículos como Folha de S.Paulo, Agora SP, Diário de São Paulo e R7. Ativista do movimento feminista. Atua hoje em dia como especialista em conteúdo na aérea publicitária
Lígia Rosa Hipólito - jornalista da equipe BOL (UOL) em São Paulo desde 2010. Já trabalhou no Portal Terra e na Editora Globo, ondes escreveu para as revistas Quem, Criativa e Casa e Jardim
Mesa - Tarde – 2ª Sessão ( 14h30 – 16h30) – Desigualdade de gênero no jornalismo
Coordenadora da Mesa: Profª Drª Mirtes de Moraes
Filomena Salemme - jornalista, radialista e professora da Faculdade Cásper Líbero. Trabalhou por 20 anos na rádio Eldorado/Estadão, onde começou como repórter e chegou ao comando da redação como editora-chefe. Ganhou vários prêmios, entre eles, o Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, em 2001, o Premio Nuevo Periodismo e Prêmio Embratel de Jornalismo, em 2003, e Premio Nuevo Periodismo, em 2005.
Profª Drª Marcia Detoni - jornalista e professora de jornalismo na Universidade Mackenzie de São Paulo. É Doutora e Mestre em Ciências da Comunicação pela USP, com graduação em Comunicação Social (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Ciências Sociais e Jurídicas (PUC-RS). Desenvolve pesquisas na área de Comunicação para o Desenvolvimento, com foco na mídia eletrônica pública e comunitária. Atuou em grandes empresas de comunicação, como Folha de São Paulo, BBC de Londres, Reuters e Radiobrás.
Mesa – Noite – (19h00 – 21h30) – O papel da mulher na sociedade contemporânea
Coordenadora da Mesa: Profª Lidiane Christovam
Profª Drª Thais de Alcântara Peres – Doutora em sociologia -consultora em pesquisa e em gestão na área educacional, assim como em projetos de responsabilidade social corporativa e de desenvolvimento comunitário.
Profª Ms. Magdalena Nigro - Professora do Curso de Lato Sensu em Socio-Psicologia da Escola de Sociologia e Política-SP . Disciplina “Psicanálise e cultura” Professora e Supervisora do Curso de Lato Sensu em Psicologia Hospitalar da UNISA-SP;
Carla Zatorre - Publicitária. Coordenadora de Marketing Digital do Grupo Carrefour. Também fundadora da MAB – Mini Agência do Bem, projeto que desenvolve planos de marketing para ONGs e ações voluntárias
No dia 08/03/2017 – Auditório do RW - 13h00 – 17h30
Apresentações dos TCCs (2/2016) sobre o feminino
1ª Sessão – 13h00 – 14h30 – Coordenação: Profª Drª Denise Paieiro
2ª Sessão – 15h00 – 17h30 – Coordenação: Profª Ms. Lenize Villaça
No dia 08/03/2017 - Prédio João Calvino - sala 102 (8h00 – 12h00) – Programa de Pós Graduação em Educação, Arte e História da Cultura.
Mesa: “Aqui, senhora, não bordamos almofadas”
Coordenadora da Mesa: profª drª Rosana Schwatz
ProfªDrª Regina Lara Silveira Mello
Com estas palavras o arquiteto Le Corbusier recebeu a designer Charlotte Perriand (1903-1999) quando veio pedir-lhe um estágio seu ateliê em 1927. No entanto, começava ali uma parceria de dez anos que resultou na criação das famosas cadeiras tubulares conhecidas como sendo de autoria exclusiva do arquiteto franco-suíço, até hoje, a designer é pouco mencionada.
Claudio Imamura
Título: Arquétipos femininos nos desenhos animados
Mestrando no PPGEAHC – Universidade Presbiteriana Mackenzie
Marcelo Kammer Faria do Carmo
Título: A mulher no Design: Achilina Bo
Mestrando no PPGEAHC – Universidade Presbiteriana Mackenzie
Rogério Pereira dos Santos
Título: As personagens femininas de Boris Vian em “A Espuma dos Dias”.
Mestrando no PPGEAHC – Universidade Presbiteriana Mackenzie
Dângela Nunes Abiorana
O feminino em corpos contemporâneos
Doutoranda no PPGEAHC.
Keller Duarte.
Cinco obras da artista Rosana Paulino no acervo do Museu Afro Brasil: Esperança e felicidade para a mulher negra.
Doutora pelo PPGEAHC.
Profa. Dra. Rosana Schwartz e Profa. Dra. Ines Minardi
Mulheres de Fé: presbiterianas, metodistas e batistas e a educação em São Paulo
Profa. Dra. Lúcia Helena Bettini
Direitos Humanos e as mulheres.
Direito e Comunicação.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Evento da Rede Brasileira de Pesquisadores da História da Mídia- Rede ALCAR.


Caros colegas e alunos,
Eu Rosana Schwartz estarei coordenando GT de Historiografia da Mídia, no Evento da Rede Brasileira de Pesquisadores da História da Mídia- Rede ALCAR.

O evento nacional acontecerá na Universidade Presbiteriana Mackenzie em junho do corrente ano.

O GT Historiografia da Mídia
Tem por objetivo discutir temáticas que problematizem a produção do conhecimento contemporâneo na interseção entre mídia e história. Dois aspectos fundamentais: a escrita histórica contemporânea em sua relação com a escrita midiática e a produção de história, memória e esquecimento a partir dos meios de comunicação. Investiga-se também a produção do acontecimento histórico/memorável na relação mídia e história; temporalidade e meios de comunicação; hermenêutica histórica e mídia; memória e meios de comunicação, narrativa da história e narrativa da mídia, a história como produto midiático; escrita midiática como escrita da história; o passado como objeto dos meios de comunicação.



Conto com a participação de todas e todos.

Rosana M.P.B. Schwartz

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Fatos interessantes sobre Mulher e política

Em todos os campos são marcantes os avanços das mulheres. Isso resultou de uma história de lutas e conquistas, na qual o movimento feminista ajudou a escrever inúmeras páginas. Conheça fatos e datas que marcaram cada conquista no Brasil e no mundo:

1759 — Olympe de Gouges, escritora e militante francesa, publica a Declaração dos Direitos da Mulher.
1792 — Mary Wollstonecraft publica Reivindicação dos direitos da mulher. Defendia uma educação para meninas que aproveitasse seu potencial humano.
1827 — Surge no Brasil a primeira legislação relativa à educação de mulheres; a lei admitia meninas apenas para as escolas elementares, não para instituições de ensino mais adiantado.
1832 — A brasileira Nísia Floresta, do Rio Grande do Norte, lança uma tradução livre da obra pioneira da feminista inglesa Mary Wollstonecraft, e dá-lhe o título Direitos dos homens, injustiças para as mulheres.
1843 — Flora Tristán publica A União Operária.
1848 — Em Nova York (EUA) ocorre a Convenção em Seneca Falls, o primeiro encontro sobre direitos das mulheres.
1852 — É lançado o Jornal das Senhoras, editado por Joana Paula Manso de Noronha.
1857 — Em 8 de março em Nova York, 129 operárias morrem queimadas pela força policial, numa fábrica têxtil Cotton, em Nova York. Elas ousaram reivindicar a redução da jornada de trabalho e o direito à licença-maternidade. Desde 1910 até hoje, dedicamos o 8 de março para homenagear essas corajosas operárias.
1858 — Publicado em Campanha da Princesa (MG) o jornal O Sexo Feminino.
1869 — O Wyoming é o primeiro estado dos Estados Unidos a outorgar o direito de voto feminino.
1874 — Surgiram os periódicos O Domingo e o Jornal das Damas, no Rio de Janeiro, seguidos do Myosotis, de Maria Heraclia, lançado em Recife, em 1875, e do incisivo Echo das Damas, de Amélia Carolina da Silva Couto, no Rio de Janeiro, em 1879.
1874 — Maria Augusta Generosa Estrella deixou o Rio de Janeiro para estudar medicina nos Estados Unidos. A ela se juntou Josefa Agueda Felisbella Mercedes de Oliveira. As duas publicaram, depois, um jornal em Nova York: A Mulher.
1879 — O governo brasileiro abriu as instituições de ensino superior do país às mulheres.
1880 — No Brasil, as primeiras mulheres graduadas em Direito encontram dificuldades em exercer a profissão.
1893 — Liderado por Kate Sheppard, o movimento sufragista da Nova Zelândia consegue garantir o direito ao voto às mulheres.
1897 — No Reino Unido, Millicent Fawcett funda a União Nacional pelo Sufrágio Feminino.
1898 — Inglaterra e Escócia jogam em Londres a primeira partida de futebol feminino.
1900 — Primeiras referências na imprensa internacional às exibições esportivas femininas.
1902 — Sufrágio feminino na Austrália
1903 — Emmeline Pankhurst e as suas seguidoras abandonam a NUWSS e formam a União Política e Social das Mulheres (Women's Social and Political Union - WSPU).
1906 — Sufrágio feminino na Finlândia.
1907 — Sob a presidência de Clara Zetkin, reúne-se a I Conferência Internacional de Mulheres Socialistas.
1910 — Brasil: A professora Deolinda Daltro funda o Partido Republicano Feminino
1913 — Sufrágio feminino na Noruega.
1917 — A professora Deolinda Daltro lidera uma passeata exigindo a extensão do voto às mulheres.
1917 — Jeanette Rankin é a primeira mulher eleita membro do Congresso dos Estados Unidos.
1918 — O Parlamento britânico aprova uma lei eleitoral que outorga o sufrágio às mulheres maiores de 30 anos.
1918 — No Brasil, a jovem Bertha Lutz, iniciando a carreira profissional como bióloga, publica, na Revista da Semana, uma carta denunciando o tratamento dado ao sexo feminino.
1918 — Sufrágio feminino na Inglaterra.
1920 — É aprovada a XIX emenda à Constituição dos Estados Unidos estabelecendo que todas as mulheres maiores de idade têm direito de voto.
1921 — Primeira partida de futebol feminino. Em São Paulo, senhoritas catarinenses e tremembeenses se enfrentam.
1921 — É constituída, no Rio de Janeiro, sob a liderança de Bertha Lutz, a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino.
1925 — No Japão, o parlamento exclui as mulheres da lei sobre o sufrágio universal. Nasce o movimento no país.
1928 — As mulheres conquistam o direito de disputar oficialmente as provas olímpicas.
1928 — O governador do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine, obtém uma alteração da legislação eleitoral para conferir o direito de voto às mulheres no seu Estado. Elas vão às ruas, mas seus votos são anulados pela Comissão de Poderes do Estado. No entanto, elege-se uma prefeita, a primeira da História do Brasil: Alzira Soriano de Souza, no município de Lages (RN).
1929 — Sufrágio feminino no Equador.
1931 — A Constituição espanhola da Segunda República outorga o direito de sufrágio às mulheres maiores de idade; em Portugal, passam a poder votar mulheres com cursos universitários ou o ensino secundário completo.
1932 — O governo de Getúlio Vargas promulga o novo Código Eleitoral pelo Decreto n.º 21.076, de 24 de fevereiro, garantindo finalmente o direito de voto às mulheres brasileiras.
1932 — A nadadora Maria Lenk, 17 anos, embarca para Los Angeles como única mulher e mascote da delegação olímpica. Foi a primeira atleta brasileira a participar de uma Olimpíada.
1933 — Nas eleições deste ano para a Assembleia Constituinte, são eleitos 214 deputados e uma única mulher: a paulista Carlota Pereira de Queiroz.
1945 — As mulheres conseguem o direito de voto na França e na Itália.
1948 — Depois de 12 anos sem a presença feminina, a delegação brasileira às Olimpíadas segue para Londres com 11 mulheres e 68 homens.
1948 — A escritora francesa Simone de Beauvoir (1908-86) publica o livro O segundo sexo, uma análise da condição da mulher.
1951 — Aprovada pela Organização Internacional do Trabalho, a 19 de junho, a Convenção de Igualdade de Remuneração entre trabalho masculino e trabalho feminino para função igual.
1960 — Surge o novo feminismo, em paralelo com a luta dos negros norte-americanos pelos direitos civis e com os movimentos contra a Guerra do Vietnã.
1960 — No Sri Lanka (antigo Ceilão), Sirimavo Bandaransike (nascida em 1916) torna-se a primeira chefe de Estado.
1963 — Nos EUA, Betty Fridan (nascida em 1921) escreve A mística feminina, apresentando uma crítica feminista do papel subordinado da mulher na sociedade.
1964 — No Brasil, o Conselho Nacional de Desportos (CND) proíbe a prática do futebol feminino.
1964 — Instituída a obrigatoriedade do teste de feminilidade (exame cromossomático) nos jogos olímpicos de Tóquio.
1970 — No Reino Unido é aprovada a igualdade salarial.
1971 — No Reino Unido destaca-se Germaine Greer, australiana de nascimento, autora de The Female Eunuch (1971; A mulher eunuco), considerado o manifesto mais realista do women's liberation (movimento de libertação da mulher), mundialmente conhecido como women's lib.
1974 — Na Argentina, Izabel Perón (nascida em 1931) torna-se a primeira mulher presidente.
1975 — As Nações Unidas instituem o Ano Internacional da Mulher, após a Conferência do México de 1975.
1975 — No Rio de Janeiro, é criado o Centro da Mulher Brasileira — CMB, primeira organização do novo feminismo. Em São Paulo, outro grupo de mulheres funda o Centro de Desenvolvimento da Mulher Brasileira — CDMB.
1975 — Aparece, no País, o Movimento Feminino pela Anistia — MFA, unido à luta pela redemocratização do Brasil. O MFA era presidido por Terezinha Zerbini.
1976 — É realizada a Convenção Contra Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher — CEDAW. 1976 — Eunice Michilles, então representante do PSD (AM), assume a vaga de senadora, por falecimento do titular, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo, no Brasil.
1980 — Na Islândia, Vigdis Finnbogadottir (nascida em 1930) torna-se a primeira mulher eleita democraticamente presidente.
1980 — Realiza-se o Encontro Feminista de Valinhos, São Paulo. Recomenda a criação de centros de autodefesa, para coibir a violência contra a mulher.
1981 — Cai o veto à prática do futebol feminino no Brasil.
1982 — No Brasil, nas eleições diretas para os governos estaduais, o movimento de mulheres elabora uma plataforma feminista submetida aos candidatos. Recebe o título de Alerta Feminista e acaba virando uma tradição.
1983 — Criados em São Paulo e em Minas Gerais os primeiros conselhos estaduais da condição feminina, para traçar políticas públicas para as mulheres.
1983 — O Ministério da Saúde brasileiro cria o PAISM — Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher.
1985 — Surge a primeira Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher (DEAM), em São Paulo e, rapidamente, várias outras são implantadas em outros estados brasileiros.
1985 — A Câmara dos Deputados aprova o Projeto de Lei n.º 7353, criando o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.
1987 — Criado o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Rio de Janeiro — CEDIM/RJ, a partir da reivindicação dos movimentos de mulheres.
1988 — É instituída no Rio Grande do Sul a primeira Delegacia para a Mulher. Outras se seguiram.
1990 — Júnia Marise é a primeira eleita para o cargo de senadora, pelo PDT (MG).
1993 — Realiza-se a Conferência de Direitos Humanos de Viena. Na pauta desse encontro, constam o repúdio e a condenação veemente a todas as formas de violência contra as mulheres.
1994 — Na cidade do Cairo, no Egito, ocorre a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento. As mulheres participaram ativamente, marcando sua presença em reivindicações nos documentos finais.
1994 — É aprovada a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher, conhecida como a Convenção de Belém do Pará.
1995 — Empossado, o Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, reativa o CNDM — Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, vinculado ao Ministério da Justiça, que novamente é esvaziado em estrutura e status nos anos de 97 e 98. Em 1999, começa uma reestruturação resultante de pressões do movimento feminista.
1995 — Em Beijing (China), é realizada a IV Conferência Mundial das Nações Unidas sobre a Mulher. O evento marca o reconhecimento definitivo do papel econômico e social da mulher; abre os caminhos do futuro, consagra todas as conquistas das mulheres; reafirma o princípio da universalidade dos direitos humanos e o respeito à especificidade das culturas.
1996 — Visando às eleições para prefeitos e vereadores, as mulheres se organizam em todo o País e, por meio do movimento Mulher Sem Medo do Poder, aumentam o número de vereadoras e prefeitas em todo o território nacional.
1996 — O Congresso Nacional inclui o sistema de cotas na Legislação Eleitoral, obrigando os partidos políticos a inscreverem, no mínimo, 20% de mulheres em suas chapas proporcionais (Lei n.º 9.100/95 - § 3.º, art. 11), e a Lei 9504/97 eleva esse percentual para 30%,
1998 — A senadora Benedita da Silva torna-se a primeira mulher a presidir a sessão do Congresso Nacional.
2000 — Ellen Gracie Northfleet, nascida no Rio Grande do Sul, é eleita a primeira mulher ministra do Supremo Tribunal Federal
2010 é eleita a primeira Mulher Presidente do Brasil
2016 Uma mulher concorre às eleição nos EUA.