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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Rosana Schwartz: APOIO A MARCHA DAS MARGARIDAS

Rosana Schwartz: APOIO A MARCHA DAS MARGARIDAS: "Considerada uma das principais mobilizações do sindicalismo rural brasileiro e do movimento das mulheres, a Marcha das Margaridas terá como..."

APOIO A MARCHA DAS MARGARIDAS

Considerada uma das principais mobilizações do sindicalismo rural brasileiro e do movimento das mulheres, a Marcha  das Margaridas terá como lema  neste ano de 2011,  o desenvolvimento sustentável, justiça, autonomia, igualdade e liberdade.

A marcha das Margaridas tem como objetivos, conquistar visibilidade, reconhecimento social e político para as Mulheres do Campo e Floresta.

A Contag apoiadora do movimento, espera reunir, 100 mil mulheres trabalhadoras rurais das diferentes regiões brasileiras em Brasília com a finalidade de propor e negociar políticas públicas específicas para as pessoas que vivem no campo e na floresta, segundo depoimento de Carmen Foro, secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Contag.

A Marcha das Margaridas foi lançada em 2000 sempre em agosto. Mês em que foi assassinada há 26 anos a líder sindical Margarida Alves. A denominação “Marcha das Margaridas” é uma homenagem à essa sindicalista assassinada em 1983, na frente de seu filho menor, em Alagoa Grande no Estado da Paraíba (PB). O motivo da sua morte foi a luta em defesa dos Direitos de Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais, pelas melhorias da qualidade de vida e trabalho. O episódio transformou-se em símbolo da luta das mulheres camponesas do nosso país por terra, Trabalho, Igualdade, Justiça e Dignidade.

Temos orgulho das Margaridas que lutam por Terra, Trabalho, Igualdade Justiça e Dignidade.
Temos orgulho das nossas “Margaridas” que quebram coco babaçu e vão produzir sabonetes para copa do mundo de 2014!

O país precisa se convencer de que vale a pena dar voz, olhar e investir mais nas margaridas
Na sua última edição, em 2007, a mobilização reuniu em Brasília cerca de 50 mil trabalhadoras rurais de todo o Brasil e a pauta de reivindicação girou em torno de temas como combate à violência, soberania e segurança alimentar e nutricional, terra, água e agroecologia, trabalho, renda e economia solidária, entre outros.
A mobilização é organizada pela Contag.
Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Nordeste (MTR-NE),
Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB),
Movimento de Mulheres da Amazônia (MMA),
Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Rede de Mulheres Rurais da América Latina e do Caribe (Redelac)
Coordenação das Organizações dos Produtores Familiares do Mercosul (Cooprofam.

Nacionalmente a Mobilização se dará com o encontro das Caravanas de todas as regiões do País, nos dias 16 e 17 de Agosto de 2011, em Brasília e elas contam com a presença de 100 Mil pessoas marchando, lutando e reivindicando, através da Pauta:

BIODIVERSIDADE E DEMOCRATIZAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS – BENS COMUNS:

Em defesa do patrimônio genético, gestão e manejo sustentável dos bens comuns, da matriz energética sustentável, de uma vida saudável, sem agrotóxicos e transgênicos. Em defesa do agro extrativismo, da terra, da água e da floresta viva.

TERRA, ÁGUA E AGROECOLOGIA:

Na luta pela reforma agrária, o acesso das mulheres a terra, a democratização e racionalidade no uso dos bens comuns, da agroecologia como modo de produzir e se relacionar na agricultura.

SOBERANIA E SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL:

Fortalecimento da agricultura familiar, alimentos saudáveis para a população, a valorização da organização produtiva das mulheres, do comércio justo e solidário e do consumo responsável.

AUTONOMIA ECONÔMICA, TRABALHO, EMPREGO E RENDA:

Em defesa da autonomia econômica das mulheres, dos direitos trabalhistas e previdenciários; apoio à organização produtiva com crédito e assistência técnica; valorização da política nacional salário mínimo; por creches nas comunidades rurais; pela. divisão sexual do trabalho e igualdade no mundo do trabalho,

SAÚDE PÚBLICA E DIREITOS REPRODUTIVOS:

Sistema Único de Saúde (SUS) de qualidade; assistência integral à saúde da mulher; pelo direito ao nosso próprio corpo.

EDUCAÇÃO NÃO SEXISTA, SEXUALIDADE E VIOLÊNCIA:

Por uma educação não sexista, pela autonomia econômica e pessoal, livre orientação sexual e o fim de todas as formas de violência contra as mulheres

DEMOCRACIA, PODER E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA:

Democracia plena; pela ampliação da participação das mulheres do campo e da floresta nos espaços de poder e decisão política no país e no MSTTR; reforma política com igualdade para as mulheres.

A Marcha das Margaridas 2011 pretende mobilizar as mulheres para 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, marcada para dezembro (com etapas municipais e estaduais iniciadas desde julho).

A realização desta grande mobilização contribui para o fortalecimento da agenda feminista, principalmente em relação a temas da plataforma das Margaridas, como citamos: saúde, autonomia, bens comuns, soberania alimentar, agroecologia, educação pública e participação política.

A ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, informou que um grupo de trabalho será criado para analisar todos os pedidos feitos pelas margaridas.

Boa Marcha.......

















terça-feira, 9 de agosto de 2011

Evento- Lideranças Políticas

O Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política (NEAMP), do Programa de Estudos Pós-Graduatdos em Ciências Sociais da PUC/SP convida para o evento “Lideranças Políticas”, que conta com uma série de mesas redondas sobre lideranças políticas para o debate entre os participantes.
Dias 23 e 25 de agosto de 2011
Auditório 100A - Prédio novo - PUC
Para informação complete da programação, acesse o link: http://www.pucsp.br/neamp/eventos/liderancas_politicas.pdf


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Colóquip sobre Violência Doméstica

Nos últimos anos, temos assistido a um esforço para aumentar a ajuda institucional às mulheres em situação de violência com a criação dos Planos Nacionais para a Igualdade e Contra a Violência Doméstica (PNCVD); a criação de mais casas abrigo; a multiplicação de estruturas de atendimento; a formação das polícias; e uma crescente sensibilização pelos profissionais de saúde. Para além destas medidas, as políticas desenvolvidas em Portugal têm passado por uma forte aposta na mudança legislativa. As mulheres são cada vez mais encorajadas pelas diferentes instituições a fazer uma denúncia formal do seu agressor. Mas que ajuda é efectivamente dada a estas mulheres?
É fundamental identificar e caracterizar as instituições presentes nos caminhos percorridos pelas mulheres vítimas de violência doméstica - estatais ou da sociedade civil –, saber em que altura do percurso surgem, analisar o seu modo de funcionamento, perceber que mecanismos de articulação, formais e informais, estabelecem entre si, avaliar os problemas que persistem e os desafios que se colocam no presente e para o futuro.

Este Colóquio procura, assim, reflectir sobre o papel do Estado e da sociedade civil na ajuda às mulheres em situação de violência doméstica, e no modo como as instituições se articulam, dialogam e estabelecem, ou não, dinâmicas de acção capazes de agilizar processos que contribuam para uma superação das estruturas e relações sociais que fomentam ou perpetuam a violência sobre a mulher.

Reunindo profissionais e investigadores/as de diferentes áreas, procuraremos, neste Colóquio, contribuir para a discussão sobre as medidas necessárias a adoptar em prol de um itinerário institucional eficaz, célere,
digno e justo desde a denúncia até à decisão judicial, sem esquecer o pós-decisão judicial.
Este Colóquio inclui blocos de sessões abertas à apresentação de comunicações. As comunicações devem ­reportar-se ao tema geral do evento, apresentando resultados de investigação, reflexões teóricas ou propostas interpretativas que contribuam para um debate abrangente sobre o retrato da violência doméstica em Portugal, bem como aos dilemas e desafios que se colocam ao Estado e à Sociedade Civil no combate a este problema.

Pretende-se que estas sessões proporcionem uma discussão transdisciplinar, cruzando olhares a partir das diversas áreas disciplinares.­­­­­

*Prazos e condições de submissão de propostas*
O prazo para apresentação de comunicações decorre até *20 de Setembro de 2011*. Os/as autores/as serão informados/as sobre a aceitação das suas propostas até 1 de Outubro de 2011. As propostas de comunicações devem ser enviadas para o ces@ces.uc.pt

Áreas temáticas*:
– Políticas de prevenção e combate à violência contra as mulheres
– Movimentos de mulheres e violência doméstica
– Violência doméstica e famílias
– Violência doméstica e interseccionalidade
– Violência doméstica no olhar dos media
– O Direito e a Violência doméstica
– As respostas da Saúde à violência doméstica
– Violência doméstica e deficiência

quarta-feira, 29 de junho de 2011

lançamento do Livro: Mulheres de Fé - Autora e Organizadora Rosana Schwartz dia 11 de agosto na livraria Saraiva do Shopping Higienópolis.

http://www.travessa.com.br/Rosana_Schwartz/autor/77114A83-C9B2-41C7-B34F-5B017C4207DA

Dar vozes as mulheres imigrantes norte-americanas protestantes no Brasil, quase sempre colocadas ás sombras de seus maridos, não foi tarefa fácil. Pioneiras, enquanto missionárias e educadoras, criaram e recriaram um novo clima educacional nos trópicos, transitaram entre valores positivistas, liberais e escravocratas, proporcionaram espaço civilizacional em um período de transição de uma organização social elitista e oligárquica, baseada na escravidão para uma nova sociedade de citizens (transição incompleta até hoje). A nova pátria, rústica, longínqua e “exótica” de que já tinham notícia desde a Guerra Civil, serviu de espaço renovado para os desdobramentos do empenho social que atravessava as mentes mais inquietas dos Estados Unidos de então, baseado no impulso do chamado Destino Manifesto. Ou seja, vir para o Brasil para missionar constituía para elas uma parte da missão civilizadora que, desde os pais-fundadores da Nação (os founding fathers), impregnava os projetos e anseios que, de um modo ou de outro – mas sempre entusiasticamente – animavam esses protestantes, em busca e na construção de novas fronteiras da Cristandade. Convidamos os leitores a acompanhar nestas páginas as vicissitudes, os sonhos e as experiências dessas bravas mulheres de fé.

domingo, 5 de junho de 2011

Celebre o Dia Mundial do Meio Ambiente com os animais!

 Junte-se a nós e multiplique esta ideia.
O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em 5 de junho. A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972, durante a primeira conferência internacional para a proteção do meio ambiente, em Estocolmo, na Suécia. Desde então, ocorreram diversas outras reuniões intergovernamentais, entre elas, a famosa Eco92, no Rio de Janeiro.
Agora, estamos a um ano da Rio +20, a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorrerá de 4 a 6 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro. Chefes de estado, cientistas, representantes da sociedade civil e ONGs do mundo inteiro debaterão os avanços conquistados internacionalmente, as dificuldades enfrentadas, os problemas emergentes e definirão os próximos passos relativos à proteção ambiental.
É importante lembrarmos que o meio ambiente e os animais, incluindo o ser humano, estão intimamente ligados. Os animais silvestres não existem sem as florestas e matas, e os biomas não sobrevivem sem a fauna. E a existência humana pode tornar-se inviável no planeta sem as outras formas de vida.
Mas as discussões devem incluir também os animais de produção e os impactos ambientais dessas atividades. A criação humanitária, que promove o bem-estar animal e ocorre em harmonia com o meio ambiente, diminui esse impacto e contribui para a sustentabilidade na cadeia de produção de alimentos.
Além disso, os crescentes desastres ambientais resultantes das mudanças climáticas envolvem também a vida animal. Além do sofrimento individual dos animais silvestres, de produção ou de companhia, famílias que dependem financeiramente dos animais de produção se desestruturam financeiramente. E as pessoas sofrem com a perda afetiva causada pela morte de seus cães e gatos.
Por esses motivos, a WSPA acredita que o bem-estar animal está intrinsecamente ligado ao desenvolvimento sustentável e trabalha para a inclusão dos animais nas discussões da Rio +20.
Junte-se a nós, multiplique essa ideia.
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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Câmara aprova novo Código Florestal e anistia desmatadores

Matéria de Feplipe Prestes
Câmara aprova novo Código Florestal e anistia desmatadores

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (24) o novo Código Florestal. O texto teve 410 votos favoráveis e 63 contrários, além de uma abstenção. O PT decidiu votar a favor do novo código, esperando assim conseguir barganhar a rejeição da emenda 164, que permite a manutenção de toda a atividade agropastoril, consolidada até julho de 2008 em áreas de preservação permanente (APPs). Ainda assim, o partido não conseguiu evitar a aprovação da emenda, que foi também uma derrota da presidenta Dilma Rousseff, e representou um racha entre as bancadas de PT e PMDB.
De um lado, o líder do PMDB, Henrique Alves (RN), se tornou a estrela da noite entre os ruralistas, ao peitar os petistas. “Sou do governo de Michel Temer e do governo da presidenta Dilma. Sou do governo do PT e do governo do PMDB. Não aceito que se diga que aqui se está derrotando o governo”. Do outro lado, o líder do governo, Cândido Vacarezza (PT-SP), que já havia declarado que a presidenta Dilma Rousseff considerava uma “vergonha” a anistia aos desmatadores, defendia a rejeição da emenda, com um discurso que não soou bem nem entre os petistas. “A Casa (Câmara) fica sob ameaça quando o governo é derrotado”, chegou a dizer o parlamentar.
Henrique Alves chegou a peitar os ministros de seu partido, dizendo que eles não deveriam tentar convencê-los a aderir à posição da presidenta. “Antes de serem ministros, vocês são ministros do meu partido. Esse é o momento de essa Casa se afirmar”, disse.
A emenda 164 foi aprovada por 273 votos a favor e 182 contra, além de duas abstenções. Ao contrário do texto principal do código, esta emenda dividiu várias bancadas. Até mesmo alguns deputados do PP, partido mais marcadamente ruralista no Congresso, rejeitaram a proposta. As bancada mais maciçamente favoráveis à emenda foram as de PMDB, PC do B e DEM, ambas tiveram apenas um deputado cada se opondo à proposta. A bancada do PT, por sua vez, teve apenas um voto a favor. As bancadas de PV e PSOL votaram inteiras contra a emenda 16. Esta emenda também autoriza os estados a legislarem, definindo critérios ainda mais frouxos para anistiar a ocupação de áreas de preservação permanente.
Quanto ao texto do novo Código Florestal, apenas as bancadas de PSOL e PV recomendaram voto contrário à proposta. A bancada do PT rachou – 35 dos 81 votos do partido foram contra a mudança no código. O deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ) classificou o relatório como “criminoso” e desqualificou a discussão que foi feita sobre o tema na Câmara: “Esse relatório é de uma desonestidade intelectual abissal.

Não precisaria ser assim. Teria sido possível, mediante uma discussão séria, se chegar a um consenso nessa Casa”, disse.

Radiante, a líder ruralista Kátia Abreu (DEM, mas que vai para o PSD) afaga o ministro da Agricultura, Vágner Rossi (PMDB) (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
Um dos petistas que votou contra o novo Código Florestal e contra a emenda 164, o deputado Fernando Marroni (PT-RS) se manifestou no Twitter, onde foi felicitado por vários militantes de esquerda, apesar da derrota. Ele aposta que a situação pode ser revertida no Senado, para onde será encaminhada a matéria, ou com o veto de Dilma Rousseff. “Emenda 164 aprovada. Votei contra. Piorou o que já era horrível. Vamos tentar virar o jogo no Senado ou com a Dilma”, declarou na rede social.
O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), por sua vez, questionou as intenções daqueles que aprovaram o novo Código. “A Monsanto e outras grandes empresas podem ter financiado alguns aqui. Vamos ver quem é quem. Diz-me quem te financias e te direi que interesses você vai defender em seu mandato”, disse. O PSOL deve apresentar Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a derrubada das mudanças do Código Florestal.